quarta-feira, 6 de julho de 2011

“É claro que eu vou”?!

Nos últimos anos, o Brasil se tornou palco de grandes turnês internacionais feitas por artistas mundialmente conhecidos por arrastarem milhares de fãs por onde quer que passem. Além disso, este ano somos sede de grandes festivais musicais, como o Natura Nós, SWU e o famoso Rock In Rio, que vai transformar a cidade do samba na capital do rock por seis dias após dez anos de “exílio” na Europa.
Um dos maiores e mais conhecidos festivais do mundo, o Rock In Rio está em sua 10ª edição e contará com a presença de personalidades musicais de vários estilos, como Elton John, Ivete Sangalo, Jay-Z e Red Hot Chilli Pepers. E é aí que fica a revolta dos roqueiros de plantão: Não era pra ser um festival de rock? 
Muita gente argumenta por aí que, como no Brasil tudo é misturado, também seria normal mesclarem estilos num dos festivais mais badalados do momento. Não é problema nenhum fazer um evento de música mista, mas o nome do festival em questão já diz ao que ele deveria ter vindo.
Quem acompanha o cenário musical sabe muito bem que essa postura não é novidade no Festival. Em edições anteriores, a organização apostou em estrelas da música pop, como Sandy e Junior, Britney Spears e Shakira, que chegaram a atrair um público de mais de 200 mil pessoas. Além disso, artistas como Carlinhos Brown e Oficina G3 também participaram do Evento e foram hostilizados pelos espectadores, dando uma repercussão negativa àquela edição do Rock In Rio. Mas dessa vez foi um pouco além da conta, aparentemente.
Antes que alguém possa achar que sou preconceituosa, deixe-me explicar: Não estou aqui pra recriminar nenhum estilo musical. Afinal de contas, penso que quem tem paixão pela música aprecia todos os gêneros, do samba ao rock. Mas o problema é que a galera parece ter se esquecido do conceito da marca, do festival em si. Saber que o Rock In Rio vai ter show de axé é um tanto quanto... broxante!
É lógico que vai quem quer, até mesmo porque os 600 mil ingressos já estão esgotados e a programação é anunciada com bastante antecedência. Mas não deixa de ser frustrante esperar anos por um festival de rock, que já teve participação de nomes consagrados como AC/DC, Ozzy, Iron Maiden, Paul McCartney e Queen, retorne ao país de origem e tenha entre as atrações principais ícones do pop e do axé. TODOS LAMENTA

terça-feira, 5 de julho de 2011

Ah, a faculdade!

Dizem que são os anos da perdição. É porque é na faculdade que você faz tudo aquilo que vai contar para os seus netos, bisnetos e tataranetos. Vê gente entrando na sua casa com fardos de cerveja, fica bêbado e dança no palco, anda de elefantinho com o cabelo duro de tinta, inventa teorias próprias porque não sabe o que escrever na folha de prova, quase se afoga no mar pra curar a ressaca, veste as cores da Atlética nos jogos universitários. 
É na faculdade que o amor floresce. O amor a cerveja, o amor à profissão ou até mesmo o amor a um (a) universitário (a). Ou uma dúzia de universitários (as), por que não?
É só durante a faculdade que você não tem hora pra dormir, não tem hora pra comer, não tem hora pra estudar, mas sempre acha várias horas pra tomar uma no bar com os amigos.
É durante esses anos que você dorme cedo e acorda tarde, dorme tarde e acorda cedo, não dorme, não acorda, come de menos, bebe demais, come coisas estranhas e bebe coisas mais estranhas ainda. Você chama os amigos, compra 5 quilos de carne, junta vários fardos de cerveja e leva a galera pra a praia, pra a montanha, pra a capital.
É na faculdade que você se apaixona, se desapaixona, briga, desbriga, gasta o dinheiro da balada pra tirar xérox do caderno do colega, abre o coração pra moça da cantina e vive comprando um pão de queijo fiado. É somente na faculdade que o final de semana começa às 10 da manhã da sexta-feira.  
Alias, é na faculdade, caro estudante, que você bebe, bebe e bebe, e bebe mais um pouco. É exatamente na faculdade, e só na faculdade, que você vive os melhores momentos da sua vida!
Você se perde da turma na balada, perde a hora, perde a prova, perde o caminho de casa, perde o fígado, o dinheiro, a saúde, a moral e a vergonha. Você acorda sem se lembrar de como foi dormir!
É na faculdade que você vai conhecer pessoas que irá levar para toda a vida. Amigos do peito que emprestam o ombro, a casa, o dinheiro, emprestam a família e se tornam a sua família. Conhece professores que ensinam mais que teorias, te ensinam a ser gente e a acreditar no seu potencial.
Portanto, seja otimista rapaz, é a faculdade! Vai contar o que para os seus netos? Que ficou horas estudando para aquela prova mais complexa que o vestibular da medicina? NÃÃÃO! Você vai contar que tomou um porre memorável, que chegou de ressaca na aula, que teve que dar migué no professor porque esqueceu de fazer aquele trabalho que valia metade da média, que almoçou miojo pra ter dinheiro pra ir na cervejada no final de semana, que conheceu pessoas inesquecíveis... essas coisas, que a gente só faz na faculdade.
E você, vai contar o que para os seus netos?